3ª Etapa da Copa Brasil de Arrancada

A prova
A chuva atrapalhou bastante o andamento da prova, e pela segunda etapa consecutiva, a Copa Brasil não teve as disputas no formato mata-mata. Após duas semanas de muito sol e calor na capital paranaense, o tempo começou a mudar na sexta-feira, quando aconteceram os treinos livres. Já na sexta à noite, a chuva caiu forte e se estendeu durante todo o sábado, impedindo a realização das baterias de largadas classificatórias que estavam previstas. O domingo também amanheceu com tempo ruim, mas durante a manha a chuva parou, e com o esforço da organização e também de diversas equipes, a pista foi seca e o evento pôde ter inicio.
Foram realizadas três baterias de largada, sendo a última disputada apenas pelos 10 melhores classificados de cada categoria.

A realização das três baterias de largada, com mais de 170 participantes, em um curto período de tempo só foi possível com o esforço coletivo de todas as partes envolvidas. A organização conduziu o evento com muita agilidade, assim como os pilotos contribuíram para que não houvesse atrasos. O número de quebras (grande consumidora de tempo nas provas) também foi baixo, e as bandejas de contenção de óleo fizeram seu serviço quando foram solicitadas. Tudo isso contribuiu para o bom andamento da prova e mostrou que é possível otimizar o tempo quando TODAS AS PARTES envolvidas assim o querem. Parabéns a todos!

Durante o briefing de sexta-feira, ficou acordado que, mesmo para as categorias que não têm direito a pulseira de acesso pista para o mecânico, seria liberado a entrada de um profissional para auxiliar o piloto na largada. A grande maioria dos preparadores cumpriu com o combinado, e deixou a pista logo após seu cliente largar, ajudando inclusive a agilizar a prova. Porém nós da imprensa pedimos encarecidamente aos preparadores que não se posicionem junto aos carros no momento da largada, já que isso impede que as fotos e vídeos do evento sejam feitas! Vamos colaborar para que o carro do seu piloto “saia bonito” na foto!

 

Mesmo com a chuva no sábado e no inicio do domingo, o publico compareceu ao Autódromo de Curitiba. É claro que as arquibancadas não ficaram lotadas, mas o número de torcedores presentes surpreendeu dadas as condições climáticas. Infelizmente, o publico não pôde acompanhar os tempos nos placares eletrônicos no final da reta, que permanecem desligados.

 

Ao final do evento, aconteceu o show de manobras radicais, com destaque para os Chevette da equipe PowerOver, que mostraram diversas manobras sincronizadas entre os dois carros.

Novo sistema de alinhamento

Nesta etapa foi implementado o sistema de alinhamento com auto start, assim como acontece em grandes provas dos Estados Unidos. Com o novo sistema, ambos os pilotos devem entrar no pré stage, não sendo possível um dos participantes ir até o Stage direto. Com os dois pilotos no pré-stage, um deles avança até o Stage e o segundo piloto tem até 7 segundos para ir ao Stage também. Caso o piloto não complete o alinhamento neste tempo, a largada é feita automaticamente e o piloto que não alinhou perde a largada. Com ambos os pilotos alinhados, o sistema faz a largada automática em até 5 segundos, porém, o Starter pode fazer a largada antes desse tempo.
Essas novas medidas trouxeram mais dinamismo à prova, e também impediram que um piloto “cozinhe” outro no alinhamento. Com tempo contado é necessário entrar no Stage já com o motor cheio. A medida foi testada e aprovada pela grande maioria dos competidores, mas infelizmente, uma minoria de pilotos, e até alguns membros da organização, mostraram não terem lido o adendo ao regulamento desportivo.

Destaques da prova

Mesmo com o grip da pista prejudicado pela chuva e pelo frio, a prova contou com novos recordes em três categorias para veículos aspirados.

Pela categoria Standard, José “Nego” Leonel registrou 12s752 nos 402 metros e levou para a equipe Stumpf Cabeçotes o novo recorde e também a vitória na categoria. Vale ressaltar que com a mudança no regulamento deste ano, o recorde que pertencia a Rafael Simon foi zerado, e na primeira etapa da Copa Brasil, foi estabelecido um tempo referencial, agora batido por José Leonel.

 

Na Street Tração Traseira, Marcelo “Padeiro” Poltronieri desponta como um dos favoritos da Copa Brasil. O piloto da Julieta Competições venceu a terceira etapa consecutiva, e ainda bateu o recorde da pista de Curitiba com ótimos 11s316. Após o recorde, Padeiro fez questão de desmontar seu motor para que o curso do virabrequim fosse medido. Este item é de difícil fiscalização e, nesta categoria, deve ser mantido original.

 

O último recorde da etapa foi conquistado por Alexandre Maia Betine. Piloto e preparador da Evolution Performance, também desponta na briga pelo campeonato, já que até agora, venceu as 3 etapas disputadas. O piloto levou para a cidade de Foz do Iguaçú (PR) o novo recorde da categoria em Curitiba, com 11s316, curiosamente o mesmo recorde obtido por Marcelo Poltronieri na STT.

 

Como já é de costume, a DT-B foi a categoria mais disputada do fim de semana. Com 43 participantes, os primeiros colocados foram separados por menos de 0s1! Quem levou a melhor foi Adalberto Jahn Jr, da Julieta Competições, com 10s986 nos 402 metros! A segunda posição foi conquistada por Thiago Dafonte, da Dragster Motorsport, com 11s092. Já a terceira colocação foi para Carlos “Lelo” Bento, piloto e preparador da Lelo Motorsport. Lelo acelerou o carro com o qual participava da DT-C, e com nova mecânica, já andou na casa dos 10 segundos e garantiu a terceira posição com 10s992 e deixou o segundo lugar escapar com o tempo de reação.

 

A Kadu Racing dominou a categoria DT-A, uma das mais disputadas da Arrancada Brasileira. A equipe do preparador Carlos “Kadu” Nascimento, de Campinas (SP), simplesmente conquistou as três primeiras colocações! Os três membros da equipe possuem preparações diferentes, e todas com grandes resultados! O vencedor foi o piloto Renato Brizolari, com o Gol AP 16V, com 9s559, seguido por Rodrigo Mizukami, com o Gol AP 8V, com o tempo de 9s484. Já a terceira posição foi para Alex Moretton e o Astra 16V com 9s651.

 

Na Força Livre Dianteira a vitória do gaúcho Jader Krolow, da Branco Motors, com 8s684 nos 402 metros. O segundo colocado foi o manauara Maicon Canesin, da Lelo Motortsport, com 9s126. Já a terceira posição foi para Ricardo Miyaki, da Grid Race Team, que andou na casa dos 8s com 8s927 mas deixou o segundo lugar escapar com o tempo de reação de 0s331.

 

A Extreme 10.5 foi uma das categorias mais aplaudidas pelo público, colocando em disputa motores 4, 6 e 8 cilindros com grandes níveis de preparação. Melhor para o GM seis cilindros turbo da Flash Preparações. A bordo da Santa Matilde 6 cil turbo, Marcio “Los Hermanos” Júlio levou para a cidade de Imbituva (PR) a primeira colocação com o tempo de 8s418 nos 402 metros. Em segundo lugar o Opala V8 supercharged de Fabio Costa, de Curitiba (PR). Após a prova do Velopark, aos cuidados da equipe
Busato Drag Race, o motor V8 350 recebeu novos cabeçotes em busca de ainda mais potência. Fábio, que tem pouquíssimas largadas com este tipo de carro, mostrou que não tem medo de acelerar e entrou na disputa ao registrar 8s500 nos 402 metros! A terceira colocação foi para Regis Ramos Loubert, com o Camaro V8 bi-turbo da equipe Flash. Com direito a belas empinadas na largada, Regis fez o tempo de 8s543.

 

As motos voltaram a acelerar em Curitiba. Pela Drag Bike, Rodrigo da Cruz acelerou sua Srad turbo e beliscou os 9s com 10s018. Já pela Street Bike, John Gregori da Silva registrou 10s718. Fica nossa torcida para o crescimento das motos no evento!

 

O mais rápido da competição foi o paranaense Maurício Debarba, com o Dragster da equipe Power Tech. Nesta etapa, a equipe fez alguns testes com um novo sistema que faz o atraso do ponto de ignição durante a largada. Mesmo destracionando com a falta de grip, Debarba registrou 6s686 com velocidade final de 306km/h. Já estavamos com saudade de ouvir o ronco de um Dragster Top Alcohol no Brasil!

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